domingo, 29 de abril de 2012

1° Pessoa do Singular

 Pessoas me admiram; eu as admiro.
 Sorrisos se abrem em espíritos florescentes,
 Lágrimas dançam em faces alegres,
É a hora do adeus.
 Mas meu coração não sente;
Não bate com a dor do adeus,
 Nem se acelera ao admirar as coisas que depois, serão nostálgicas.
                                                                   Está morto.
 As mentiras que contei;
Os abraços que ganhei desmerecidamente;
As lagrimas que derramei sem razão alguma;
Devem tê-lo pifado.

 Agora que não tenho mais mentiras nem verdades, Não tenho razões para continuar, Não tenho mais forças para suportar essas lembranças e as saudades daquilo que nunca tive.

A única conclusão que chego é a de que poderia ter sido simplesmente:
                                                                            Eu.

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