Quero encontrar a
razão;
A razão da
insanidade.
Sem perder os
sentimentos.
Não quero ter
sentimentos, que me iludem.
Mas quero ter aqueles
que me façam chorar de sorrir.
Quero poder andar na
chuva, não para ter o prazer de sentir a agua escorrendo, mas para sentir o
cheiro de cada gota que cair;
Quero escrever
liberando minha alma, sem me preocupar se estou mentindo ou não;
Quero tirar esse nó
da minha garganta, sentir meu peito doer, meu coração bater;
O contraste entre o
branco e o preto, me fascina demais.
Posso sentir o nada.
Só não posso dizer o
quanto cruel ele é, mas acredite ele é.
“Ao mesmo tempo cruel
e dócil, tirando os sentimentos inúteis de mim...”.
Era o que eu pensava.
Mas, como um
sentimento pode ser inútil?
Muitas pessoas
reclamam do ser humano, que sempre dá valor as coisas quando as perde;
Mas qual é o problema
nisso?
Por que alguém
sentiria falta daquilo que tem?
Tenho falta de quando
podia “controlar” os sentimentos que tinha, mas não chego a me odiar por sentir
essa falta.
Alias, me dá
esperanças de que meus sentimentos estão voltando, ou talvez sempre estivessem
aqui.
Só que no momento o
que eu sinto é nada.
Talvez o nada seja um
sentimento;
Um sentimento que se
dá como castigo.
Para quando
reclamamos que amamos alguém que não nos ama ou então de quando choramos por um
filme qualquer.
Quando reclamamos de nossos sentimentos o nada aparece.
Mais cedo ou mais tarde.